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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre "Paixão"

Frio. Um frio intenso e apenas um pequeno brilho no meio de uma escuridão, o que ainda representa vida. Talvez seja uma esperança ou simples vontade não estar só. Ou, quem sabe, uma lembrança?

É difícil entender como sente-se uma torre em pleno litoral. É grandiosa, parece inabalável, mas ninguém sabe sobre seu desejo de ser farol. Porém, como acreditar nisso ao sentir toda a frieza de suas paredes? Sua iluminação própria mal serve-lhe bem, como poderia iluminar ou guiar outros?

É um litoral perigoso, o mar é agitado e pouco navegado, desconhecido. O frio, que traz as tempestades de neve e as grandes pedras de gelo só acentua o perigo. E a torre está lá, inabalável, com toda a sua altura e pose, tomando posse de seu império de escuridão e inosptabilidade.

Foi quando decidiu ser farol que resolveu abdicar do uso da luz em si própria para tentar iluminar alguém. Uma decisão difícil, nem se conhecia por completo. Com aquela pequena luz era realmente impossível. Contudo, após tantos anos já pensava que se conhecia muito bem, achando-se estável e suficiente.

Um barco apareceu por aqueles mares, estava perdido. Como ajudar, como iluminar o caminho? Como mostrar que estava ali? Havia decidido ser farol, mas não tinha estrutura e nem sabia como ser isso. Resolveu ficar transparente para compartilhar ao máximo sua luz. Em um curto intervalo de tempo conseguiu visualizar o barco, não muito bem e muito menos por completo, mas só aquela parte mal iluminada já foi o suficiente.


Queria ser farol, queria ajudar aquele barco, queria guiar, oferecer um caminho, um caminho até ela. Havia o desejo de ser percebida. E esse desejo gerou uma força que aumentou infinitamente a capacidade da luz da torre. O grande problema é que ela não estava preparada para isso. Por fora continuava a fria e estável torre e por dentro o calor e energia do desejo faziam com que tudo começasse a derreter e, incrivelmente, pela primeira vez, a torre estava suando. Todo o seu contéudo era uma confusão quente, uma explosão de luz intensa e nada se via por dentro, porém tudo se via por fora. Estava transparente.

Nesse pequeno tempo em que não conseguia ver a si própria, a torre só via o barco, até o momento em que o barco e a torre eram apenas energia. Para falar a verdade não existia mais barco e nem torre, existia paixão. Paixão que era luz, era cor, era quente, era vida.

Porém, ainda havia escuridão em volta. Assim como ainda havia o frio, o gelo e todos os outros perigos, que também continuavam essenciais. Era necessário e essencial! Perigos e paixões geram contraste.

Contraste sobressai, contraste cria, assim como desconstrói. Contraste é amor.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Paixão (fall in love)

Por João Cappello





segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O desencantamento da arte

Hoje dormi. Dormi e muito durante a tarde, coisa que não costumo fazer. Quando dei por mim já era noite e lembrei de algumas coisas muito loucas que apareceram em meu sonho durante essa pequena soneca.

Sonhos são realmente coisas inexplicáveis para mim. O que meu mico-leão dourado que veio na promoção do Guaraná Antartica estaria fazendo em meu All Star? Não sei! Merchandising nos meus sonhos? (além desse aqui e agora no blog?)

Enfim, resolvi tirar algumas fotografias dessa cena e representar um pouco do meu sonho. Eu continuei sem entender nada e muito menos o porquê de estar fazendo isso, mas achei que ficou bonito. Bonito não, achei estranho. Estranho, louco, com algumas tentativas de sentido. Pensei: "Meu Deus! Estou fazendo arte!"

Pronto. Postei a foto no orkut. Em pouco tempo as pessoas já estavam no msn comentando. "Nossa que bonito!", "Que expressivo", "Que loco", "Fumou, foi?", "Drogas?", "Gostei, mas não entendi nada". Pelos comentários, achei realmente que tinha feito uma obra de arte.

Porém, um comentário, bem singelo por sinal, desestabilizou-me e todo meu encantamento pela minha obra de arte foi-se embora. Apesar disso, até cheguei a dar risada, mesmo sem graça.

"Comprou tênis novo, né? Curti, tenho um igual! Que parada amarela é essa? Veio junto?"

Ok, meu tênis não é novo. Tenho ele desde janeiro do ano passado! Ele só é bem cuidado, apenas isso. E obrigado por reduzir minha arte a mostruário das coisas que adquiri recentemente com o intuito de mostrar minhas posses.

Ah! E a parada amarela não é o brinde que vem junto com o tênis, não, e muito menos qualquer coisa que se pareça com aquele bolo de papel velho amassado e socado dentro de tênis novos para mostrá-los cheios e atraentes.

O bolo de papel velho amassado e socado (ou jornal) não aparece pois está dentro do tênis, esqueci de tirar...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ponto Final

Sempre soube que essa relação não teria um futuro, porém nunca conseguia imaginar um fim para ela.

Eu não consigo nem pensar em um começo para tudo isso. Acho que tudo começava toda vez em que olhava em seus olhos e descobria uma felicidade em mim de você.

O vento começa a soprar diferente, é algo estranho e eu não consigo deixar de me arrepiar, porque toda vez que você vai embora eu tenho medo do fim, mesmo desconhecendo a sua face.

Hoje tudo acaba, sem começo e nem fim. Há apenas uma certeza de que nunca ficaremos juntos. E essa certeza é o elo da corrente que me prende a você, ao mesmo tempo em que me machuca tanto por estar encravado em meu coração.


Influenciado por Sally's Song - Trilha do Filme "O estranho mundo de Jack" e regravada por Amy Lee, vocalista do Evanescence.

"And we'll never end up together
No, I think not. It's never to become
For I am not the one"


sábado, 6 de setembro de 2008

You are the navigator


Where the current and the heavens collide

I am your thought but the water is amnesia


You are the navigator who never could lead
I was the ship who was too proud to ever sink

Echo. We all are connected a lighthouse a voyage
For history’s sake,would you please take notice?





Fotos: João Cappello
Texto: Fragmentos da música "Echo" - The Hush Sound
O mar: minha coberta

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Um pouco de amor, por favor!


Depois do post dizendo que não sou gatinho, nada melhor que um post sobre um cachorrinho (coisa que também não sou). Particularmente este chamou-me a atenção pela tristeza profunda em seu olhar, não resisti, tive que postar aqui no blog!


"Ô Bixim!"

Source: Flickr Via: Hemmy.net
(Indicação de Lisi)

domingo, 10 de agosto de 2008

Sábado, madrugada, computador, música... foto!


Como escrevi no último post, ultimamente estou com o vício do flickr, de sempre procurar postar alguma foto semanalmente no mínimo!

Ontem quando cheguei em casa, já era tarde, devia ser meia noite ou um pouco mais, não lembro. Estava até com um pouco de sono, tomei um banho fui deitar, mas antes tive que dar uma passada no computador para fazer aquela verificação básica (vício) de e-mail, msn, orkut e a mais recente: acompanhar meu flickr.

Aí já ligo uma musiquinha também, sempre começo com evanescence, mas ontem estava ouvindo the killers para variar um pouco. O sono começou a bater mais forte, comecei a perder o foco no computador e a olhar para a minha caixa de som e comecei a viajar um pouco. Já passei de the killers para the kills, estava ouvindo cheap and cheerful e pensando em várias coisas. Quando bati o olho ao mesmo tempo na minha caixa de som e no meu colar de flores de plástico de havaiano da minha formatura do terceiro ano e além disso juntei com a imagem da corujinha de gesso que fica lá na sala... pronto! Veio a idéia para uma foto!

Peguei a corujinha, o colar de flores e tentei montar alguma coisa que desse um efeito visual bom e uma boa fotografia, mas ainda estava faltando algo! Aliás tinham vários algos a mais que são as minhas tralhas que ficam na estante do lado que estavam aparecendo! Então na verdade faltava algo que cobrisse esse fundo! Pensei um pouco, vi um montinho de flyers do Festival Nacional de Vídeo Imagem em 5 Minutos e falei "Achei!" (sim, acho de tudo aqui no meu quarto... bagunça?).

Fiz umas "paredes" com os flyers que tinham uma forte cor laranja berrante e com isso eliminei o fundo poluído da foto. Apaguei a luz, fui mexendo nas posições da coruja, do colar, da caixa de som, dos flyers, da câmera, ou seja de tudo! Tirei umas dez fotos dessas combinações até acabar a bateria que já estava fraca, mas dessas dez gostei apenas de umas três com esses elementos e umas outras duas que não tinham algum ou alguns elementos dessa mistura.

Logo abaixo vocês podem ver o resultado dessa minha maluquice da madrugada ontem. Gostei, principalmente porque depois consegui dormir tão bem... e dormi boa parte da manhã do dia dos pais que coincidentemente também é o meu último dia de férias da faculdade. Por falar nisso, tenho que dormir agora, afinal tenho aula amanhã!