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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Conclusões neste dia especial

Pandys: Ele sumiu... não entendo! Um outro veio falar comigo. Ah! Não vou ficar me preocupando com isso, sei que um outro vai aparecer!

EduEma: Fez tanto silêncio que agora eu só consigo ouvir a minha voz... chegou a minha vez de fazer silêncio. Quando estiver pronta, grite!

Cappellinho: Cansado de pingos diários. Sim, eu aceito o guarda-chuva! E espero não estar atrasado, desta vez!

João: Foi mal atendido? Brincadeira! Vocês não devem mais aguentar essa minha divulgação! Hoje faço 20 anos e a minha conclusão é que é hora de atualizar o sistema. 20 é pesado. Comando: iniciar 2.0!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Silêncio

Por Edu Ema

Sinto em suas cartas que você ainda não aprendeu a me ouvir. Odeio gritar e não tenho como fazer isso com frequência. Não abafe os momentos de silêncio, eles não são perigosos! Eles podem apenas reforçar com eco as palavras que eu gostaria de dizer.

Se quer tanto conseguir me ouvir afaste o seu medo barulhento e confuso daqui. Deixe o silêncio falar mais alto que nós, assim, não precisaremos falar nada. Apenas sentir.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Brincando de Deus

Por Edu Ema

- Carreguei o peso do mundo por um bom tempo até descobrir que ele pode muito bem ficar "flutuando" sozinho. 
Mundo, quando quiser descansar procure outras asas para te segurar. Estas ainda estão machucadas, mas pretendem curar-se com o sopro da Lua e o calor do Sol.

Ainda existem outros planetas que podem achar-se meio perdidos flutuando por aí, mas não estão! Eu não poderia abandoná-los sozinhos. Seguro a corda mantendo meu arranjo de planetas flutuantes sempre juntos. Afastando-se e juntando-se a medida que os dias passam, mas sempre mantendo contato.

Preocupo-me com o Mundo, ele talvez não esteja acostumado a flutuar (apesar de parecer estar aprendendo bem e rápido), mas será melhor assim sem o calor de minhas asas, conjunto de penas confusas que apenas te prendem no labirinto da minha vida.

Sem o peso do Mundo descobri que tenho asas e agora quero voar. Assim não prenderei mais meus planetas a cordinhas. Poderei flutuar junto com eles, o Sol e a Lua.

terça-feira, 7 de abril de 2009

De volta


Cappellinho: Se eu tivesse um fósforo agora, acendia logo esse pavio do planeta. "Quero mais é que o mundo se exploda!"
Edu Ema: Eu não quero mais nada. Por mim, tanto faz... cada vez mais acho que o mundo é uma bosta. Por sinal, bem parecida com essa merda que você desenhou.
Pandys: Droga! Voltamos ao blog.



domingo, 18 de janeiro de 2009

Jogo de opiniões

Por Todos

João:
Eu até estava começando a dormir, depois do sono. Nem passou muito tempo e me acordaram.

Edu: Sério?

João: Ainda estava com um pouco de sono, mas continuei acordado. Para nada... só havia o silêncio.

Cappellinho: Você foi um idiota! Pediu para ser acordado, não deveria esperar outra coisa. Se fosse eu dormiria tranquilo com uma plaquinha com os dizeres "Não perturbe" na porta.

Pandys: Não tinha nada que pedir. Tinha mais é que sair escondido por aí enquanto pensavam que você estava dormindo para sair por aí e curtir a noite.

Cappellinho: Ou o dia. Ou os dois.

João: Eu estava cansado, precisava dormir e descansar um pouco. Por isso que pedi para me acordar. Achei que valeria a pena. E também, não queria ficar dormindo por muito tempo.

Edu: Dormir é bom. Leva embora muita coisa.

Cappellinho: É. Leva embora muita coisa e assim, você perde muita coisa também!

Pandys: Espera, quero entender melhor. Você estava dormindo, foi acordado e...?

João: E nada. Continuo mergulhado no silêncio esperando uma palavra.

Edu: Oh... que... bonito...

Pandys: Que deprimente! Pare de esperar por palavras! Diga as suas próprias e faça o seu caminho. Suas próprias palavras farão você se encontrar.

Edu: Ou se perder...

Cappellinho: Pelo menos irá para algum lugar!

Pandys: Melhor do que ficar aí nessa. Escuta! Tem alguém vindo aí verificar se você está dormindo mesmo.

Edu: E ela não ficará nada feliz ao ver porque você acordou...

Cappellinho: Nós também não ficamos nada felizes!

Pandys: Você tem que realmente acordar e logo. Só que não desse jeito! Senão, logo não conseguirá mais dormir!

João: Ah! Querem saber? Vocês estão me deixando muito confuso. Prefiro ficar curtindo a paz desse silêncio que me angustia do que ficar aqui discutindo com vocês.

Edu: Hum...

João: Chega! Vocês precisam sair agora! Preciso voltar a dormir e disfarçar que acordei.

Pandys: Pff... o que vai ser bem difícil. Quer um conselho?

João: Não! Tchau!

Cappellinho: Se eu fosse você... escutaria...

João: Não! Saiam!

Edu: Snif.

Pandys: Falarei mesmo assim. Pare com isso! Eles estão chegando! Aproveite e acorde agora!

João: Não! Não dá!

Cappellinho: Deixe de ser teimoso e burro! Eles chegaram... Acorde!

Clic...

sábado, 20 de dezembro de 2008

diálogos

Por Edu Ema

- Não, você não sabe o que é passar por isso, logo é muito fácil falar assim.

- Por que é tão difícil esquecer? Sabe que é o melhor a fazer, não? Ou está tão cego assim? Não, não, ainda vejo razão em seus olhos, ainda há consciência, você ainda está aí dentro.

- Sim, eu estou. Como falei, as coisas não são tão fáceis. A razão voltou a trabalhar fortemente em mim...

- Jura? Não parece! Está mais para um tolo! Sofrendo por uma ilusão. E o pior de tudo, uma ilusão que você criou para não fazer outra pessoa sofrer, porque você não precisava disso!

- Como tem tanta certeza?

- Conheço você! Você criou todo esse sentimento, provavelmente por culpa, como sempre. E agora está preso dentro de sua própria mentira.

- Uma mentira que é real! Uma mentira que muitos julgam necessária! Uma mentira que muita gente também acredita! Uma mentira chamada amor!

- Amor? Você não acredita em amor, lembra? Já disse isso várias vezes! Inclusive para mim!

- Eu sei, falei centenas de vezes! E realmente não acredito. Mas meu maior sonho é sentir sua existência, para que eu não precise ficar inventando mais nada para colocar em seu lugar.

- Sabe qual é seu problema? Busca tanto o amor, mas não acredita nele, nunca saberá reconhecê-lo, mesmo quando ele estiver a um palmo do seu nariz!

- Sei como reconhecer o amor. E geralmente ele cai na armadilha da minha mentira. Não pense nisso como algo ruim, pois não passa de um jogo bobo, criado por mim, para me proteger mesmo. O problema é que eu caio junto na minha armadilha com o amor e eu tenho que escolher por mim ou por ele para salvar.

- E quem você escolhe? O amor? O que acontece, então?

- Na maior parte das vezes eu salvo a minha própria pele, mas em algumas outras eu caio nas artimanhas do amor e escolho sua salvação. Eu fico preso em minha armadilha e não consigo aproveitar a liberdade do amor.

- E o amor não poderia ajudar você?

- Não... ou ele tem medo e some logo em seguida, ou ele já está tão fraco que dura mais alguns minutos e acaba, ou...

- Ou... você cai na real e percebe que não precisa de nada disso! Que está sendo enganado e que precisa deixar de ser besta!

- Não! Ou ele promete que vai voltar para me salvar... e eu acredito, enquanto me restam forças.

- O que faz você acreditar no amor, agora, nesse exato momento, depois de tudo... de tudo que aconteceu. Acha que ele realmente vai voltar e salvar você?

- Bom... eu não sei. Parece tudo muito fácil, mas não é!

- Não é tão fácil, mas exige um esforço seu! Você precisa se conscientizar, cair na real mesmo! Esse é o primeiro passo, depois disso você vai ver como fica fácil!

- Já me conscientizei. Já cai na real. Já tomei na cara, já chorei, já fiquei triste, já fiquei sem dormir.

- Mas você tem que...

- O mais doloroso foi ter que construir de novo a a velha prisão de gelo em que costumo guardar meu coração e mesmo com toda a dor e imenso trabalho, eu consegui terminá-la.

- Então, por que você está assim? Essa etapa já passou, você deveria estar novamente frio e intacto! Ainda pensa no amor verdadeiro? Acredita mesmo em amor e isso impede você de fazer qualquer coisa, não é isso?

- Não, eu não acredito. O problema é que meu coração ainda está quente da última paixão e espera ansiosamente pela volta do seu amor. Isso impede qualquer ação ou tentativa da minha cabeça de tentar pará-lo ou congelá-lo em sua prisão de gelo novamente.

- Ótimo, já é um primeiro passo. Também não podemos atropelar as coisas. Claro, tudo foi muito recente, você ainda está muito mexido com isso. Logo tudo se acalmará e voltará ao normal, você vai ver.

- Enquanto meu coração tiver qualquer sinal de esperança do amor, ele não vai deixar minha cabeça tentar aprisioná-lo novamente. Não haverá gelo suficiente para esfriá-lo. Ele é bobo, ingênuo e teimoso. Infelizmente são as características que mais aprecio nele, mesmo me fazendo sofrer tanto.

- Esse amor não vai voltar, você vai ver. E logo tudo estará como antes, você vai voltar a ficar bem e feliz! Esse amor é uma mentira, e graças a Deus ela acabou!

- Tudo que mais quero agora é que esse sofrimento acabe, você sabe! Mas de alguma forma eu acho que meu coração está certo. Sem esse sofrimento, chamado amor, eu não conseguirei ser feliz.

- Ai, ai, ai... eu desisto.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Reflexão do dia

Por Edu Ema


Rima - Ar

Esses dias estava a pensar
e, finalmente, resolvi postar
Qual o próximo passo a dar?
Por onde devo caminhar?
Você também não sabe e vem me perguntar
Além de tudo me pede chão para ter onde pisar
Sinto muito, não tenho nem o que falar
Não tenho chão, estou no ar!
Mas, se quiser, posso te convidar!
E então, vamos voar?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre "Paixão"

Frio. Um frio intenso e apenas um pequeno brilho no meio de uma escuridão, o que ainda representa vida. Talvez seja uma esperança ou simples vontade não estar só. Ou, quem sabe, uma lembrança?

É difícil entender como sente-se uma torre em pleno litoral. É grandiosa, parece inabalável, mas ninguém sabe sobre seu desejo de ser farol. Porém, como acreditar nisso ao sentir toda a frieza de suas paredes? Sua iluminação própria mal serve-lhe bem, como poderia iluminar ou guiar outros?

É um litoral perigoso, o mar é agitado e pouco navegado, desconhecido. O frio, que traz as tempestades de neve e as grandes pedras de gelo só acentua o perigo. E a torre está lá, inabalável, com toda a sua altura e pose, tomando posse de seu império de escuridão e inosptabilidade.

Foi quando decidiu ser farol que resolveu abdicar do uso da luz em si própria para tentar iluminar alguém. Uma decisão difícil, nem se conhecia por completo. Com aquela pequena luz era realmente impossível. Contudo, após tantos anos já pensava que se conhecia muito bem, achando-se estável e suficiente.

Um barco apareceu por aqueles mares, estava perdido. Como ajudar, como iluminar o caminho? Como mostrar que estava ali? Havia decidido ser farol, mas não tinha estrutura e nem sabia como ser isso. Resolveu ficar transparente para compartilhar ao máximo sua luz. Em um curto intervalo de tempo conseguiu visualizar o barco, não muito bem e muito menos por completo, mas só aquela parte mal iluminada já foi o suficiente.


Queria ser farol, queria ajudar aquele barco, queria guiar, oferecer um caminho, um caminho até ela. Havia o desejo de ser percebida. E esse desejo gerou uma força que aumentou infinitamente a capacidade da luz da torre. O grande problema é que ela não estava preparada para isso. Por fora continuava a fria e estável torre e por dentro o calor e energia do desejo faziam com que tudo começasse a derreter e, incrivelmente, pela primeira vez, a torre estava suando. Todo o seu contéudo era uma confusão quente, uma explosão de luz intensa e nada se via por dentro, porém tudo se via por fora. Estava transparente.

Nesse pequeno tempo em que não conseguia ver a si própria, a torre só via o barco, até o momento em que o barco e a torre eram apenas energia. Para falar a verdade não existia mais barco e nem torre, existia paixão. Paixão que era luz, era cor, era quente, era vida.

Porém, ainda havia escuridão em volta. Assim como ainda havia o frio, o gelo e todos os outros perigos, que também continuavam essenciais. Era necessário e essencial! Perigos e paixões geram contraste.

Contraste sobressai, contraste cria, assim como desconstrói. Contraste é amor.